"Podem me bater por trás e me espancar enquanto eu estou inconsciente e me trancar neta jaula, mas não podem determinar quem eu sou. Podem me negar comida e água, mas não podem me mudar."
Carl, que é campeão de boxe aos 16 anos, tem a constante mania de se meter em confusão, e não para defender a si mesmo ou pra se mostrar superior. Ele briga pra defender os seus colegas mais fracos de provocações, e por isso desde que perdeu os pais vive se mudando de um reformatório a outro.
Após acabar mandando sua última vítima para o hospital, Carl é julgado pelo
juizado de menores e sentenciado a viver até os seus dezoito anos na Ilha Fenix, que é classificada como uma instituição terminal para jovens infratores e considerada o fim da linha para adolescentes que não têm lar e nem família.
Porém, ao chegar a ilha,Carl percebe que o lugar não é apenas um reformatório para jovens que "saíram da Linha", e sim um centro de treinamento violento e sem limites, onde abusos, provocações, agressões e humilhações passam a ser figura constante no dia a dia dos adolescentes.Até aí Carl soube segurar a barra e se conformar ( afinal, todos ali eram criminosos (?)), mas ao descobrir a fundo tudo o que se passa na Ilha, e das coisas horríveis que acontecem no misterioso lugar chamado "Oficina", Carl entende os motivos de só jovens com certo quesito em comum serem encaminhados para esse lugar e percebe que a vida de todos ali está em risco.
A narração de John Dixon é ágil, e isso foi uma coisa que já me ganhou nos primeiros capítulos.Normalmente quando a narração é em terceira pessoa eu me sinto meio distante dos personagens, como se eu estivesse vendo tudo de um jeito afastado e felizmente não foi o que aconteceu aqui, eu me senti bem próximo de Carl e isso ajudou a me identificar com o livro. Falando dele, o protagonista é um personagem bem interessante, meio anti-herói, meio bad-ass, mas que tem suas atidudades "justificadas no decorrer do livro.
Sobre os outros personagens: Tirando Ross, achei a maioria deles bem rasa, quer dizer, Octavia tem sua história e tal, mas não foi o suficiente pra me convencer, os vilões não são muito bem trabalhados e Parker só me irritou o livro inteiro. Uma coisa que achei bem estranha foi Stark dar llições de moral sobre consumismo e futilidade ( amigo, eu tenho que odiar você e não querer desabafar contigo). Achei estranho também o modo como os adolescentes aceitaram bem o fato de conviverem sem internet, celular e televisão, eles não pareceram nem ligar pra isso.
Como já disse antes, a escrita do autor me agradou bastante, foi interessante o modo como ele foi me fazendo duvidar das coisas ao mesmo tempo em que o protagonista o fazia, me fez ficar pensando no livro mesmo quando não estava lendo.
Mesmo que tenha gostado da escrita, não posso dizer o mesmo do enredo. Eu achei a ideia muito bacana, adorei essa premissa de centro de detenção para jovens, e mesmo assim senti que faltou algo, quer dizer, são 300 e poucas páginas em que poucas coisas acontecem e não estou dizendo que o autor enrolou ou "encheu linguiça", me parecei que alguma coisa foi esquecida, algo do tipo.
O trabalho gráfico da Editora Novo Conceito está impecável, capa e diagramação ficaram caprichadas. A revisão está com alguns erros, mas a tradução está boa.
No fim o saldo foi razoável, acho que o maior problema foram as minhas expectativas altas demais, ou talvez o livro não seja tudo aquilo mesmo, rs.
Sinopse
Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?
Espero que tenham gostado da resenha, não esquece de me dizer o que você achou.
Um Abraço,


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